"Os nossos contadores de históriassão como Xerazade, personagens de atuação noturna. A noite é o seu ecrã, o seu palco e o seu auditório. Por alguma misteriosa razão é preciso que o mundo se apague para que as histórias se acendam. Uma dessas razões será certamente o medo. Ou os medos, no plural. O medo do escuro como metáfora do apocalipse, o medo do sono como antecâmara da morte. E o medo de, nesse escuro, se tornarem mas visíveis as nossas ocultas fragilidades. Ontem e hoje, em todos os continentes, as histórias respondem a um mesmo desafio: escaparmos ao destino, vencermos a condenação do tempo e confirmarmo-nos uns nos outros. Felizmente, as histórias não precisam de explicação. Porque as histórias são o que nós somos."
"Os nossos contadores de históriassão como Xerazade, personagens de atuação noturna. A noite é o seu ecrã, o seu palco e o seu auditório. Por alguma misteriosa razão é preciso que o mundo se apague para que as histórias se acendam. Uma dessas razões será certamente o medo. Ou os medos, no plural. O medo do escuro como metáfora do apocalipse, o medo do sono como antecâmara da morte. E o medo de, nesse escuro, se tornarem mas visíveis as nossas ocultas fragilidades. Ontem e hoje, em todos os continentes, as histórias respondem a um mesmo desafio: escaparmos ao destino, vencermos a condenação do tempo e confirmarmo-nos uns nos outros. Felizmente, as histórias não precisam de explicação. Porque as histórias são o que nós somos."